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Após morte de empresária, Sesab identifica irregularidade em centro cirúrgico de hospital

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

O centro cirúrgico do Hospital Vida, em Ilhéus, onde a empresária Adriele da Silva Pinto morreu após passar por cirurgias plásticas, estava funcionando sem alvará sanitário.


A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) nesta quinta-feira (27). Segundo a pasta, a irregularidade foi identificada após a repercussão da morte da empresária. O setor será interditado cautelarmente.


A Sesab informou que a irregularidade se refere especificamente ao centro cirúrgico da unidade. Ainda não foi informado há quanto tempo o espaço funcionava sem o documento nem quais procedimentos foram realizados no local durante esse período.


A última fiscalização da Vigilância Sanitária no centro cirúrgico havia acontecido em novembro de 2025. Na ocasião, segundo a Sesab, não foram encontradas irregularidades. O espaço já existia, mas ainda não estava em funcionamento.


É importante destacar que a falta do alvará sanitário, por si só, não estabelece uma relação entre a irregularidade e a morte da empresária. As circunstâncias do óbito ainda são investigadas.


Empresária morreu após quatro procedimentos


Adriele da Silva Pinto tinha 31 anos, morava nos Estados Unidos e viajou para a Bahia para realizar quatro procedimentos estéticos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma.


Ela entrou na cirurgia na tarde de segunda-feira (25), segundo informações da família. O procedimento deveria terminar por volta das 20h, mas os familiares foram informados sobre a morte durante a madrugada.


A família registrou um boletim de ocorrência e o corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus. O laudo de necropsia deve ser concluído em até 30 dias.


O caso é investigado pela Polícia Civil.


Hospital e médico apresentam versões


Em nota, o Hospital Vida afirmou que Adriele sofreu uma complicação rara e grave associada à anestesia, possivelmente relacionada a uma predisposição genética. Segundo a unidade, a equipe adotou medidas de emergência e tentou reverter o quadro, mas a paciente morreu.


A defesa do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, responsável pelo procedimento, também afirmou que a cirurgia transcorreu sem intercorrências e que, na fase final, Adriele apresentou uma alteração grave e inesperada.


Segundo a defesa, o quadro teria sido compatível com hipertermia maligna, uma reação rara e potencialmente fatal associada à anestesia.


O médico já havia sido alvo de denúncias de pacientes em 2023, que relataram complicações após procedimentos estéticos. O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), porém, informou que atualmente não há processo ético-profissional em tramitação no Tribunal de Ética Médica relacionado ao médico.


As investigações deverão esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se houve alguma irregularidade relacionada ao atendimento prestado à empresária.

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