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Ararinhas-azuis testam positivo para vírus letal na Bahia

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • 27 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura

O Instituto Chico Mendes (ICMBio) confirmou que 11 ararinhas-azuis recapturadas em Curaçá, no norte da Bahia, testaram positivas para circovírus, causador da Doença do Bico e das Penas dos Psitacídeos (PBFD). A doença é grave, letal e ainda não havia registro em aves de vida livre no Brasil.


Os sintomas incluem falhas no empenamento, alteração na coloração das penas e deformações no bico. A doença não tem cura e, na maior parte dos casos, é fatal para os animais. Não há risco para humanos nem aves de produção.


Por causa do surto, a soltura de um novo grupo de ararinhas, prevista para julho, foi suspensa, e o ICMBio investiga a origem do vírus.


A empresa BlueSky, responsável pelo criadouro em Curaçá, foi multada em R$ 1,8 milhão por descumprimento de protocolos de biossegurança, como limpeza inadequada e manejo sem equipamentos de proteção.


As medidas incluem separação de aves positivas e negativas e adoção rigorosa de biossegurança para proteger outras espécies. Veterinários alertam que a expectativa de vida das aves infectadas varia de 6 a 12 meses, com sintomas que afetam penas e bico.


A espécie é considerada uma das mais raras do mundo e está extinta na natureza desde 2020.

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