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BYD entra na “lista suja” por trabalho escravo na Bahia

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

A montadora chinesa BYD foi incluída na atualização da “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que reúne empregadores envolvidos em casos de trabalho análogo à escravidão.


A inclusão ocorre após o resgate, em dezembro de 2024, de 220 trabalhadores chineses que atuavam na construção da fábrica da empresa em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.


De acordo com as autoridades, os trabalhadores viviam em condições precárias, em alojamentos sem higiene e conforto, e eram vigiados por seguranças armados. Também houve retenção de passaportes, jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal.


O Ministério Público do Trabalho da Bahia apontou ainda que os trabalhadores estavam em situação migratória irregular, com vistos incompatíveis com as funções exercidas.


Na época, a BYD atribuiu as irregularidades à empresa terceirizada responsável pela obra e informou o rompimento do contrato. A montadora também afirmou não tolerar violações à legislação brasileira e disse ter prestado assistência aos trabalhadores.


No fim de 2025, foi firmado um acordo de R$ 40 milhões entre a BYD, duas empreiteiras e o MPT-BA, após ação civil pública por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas.


A “lista suja” reúne nomes após conclusão de processo administrativo, sem possibilidade de recurso, e geralmente mantém os empregadores por até dois anos. O cadastro foi criado em 2004 e é considerado um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo no país.

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