Cabo do Exército é suspeito de vender munições para facções
Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia (MP-BA) apura um suposto esquema de desvio de armamentos e munições do Exército para abastecer organizações criminosas em Salvador.
O principal nome apontado até agora é o do cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no Sexto Batalhão de Polícia do Exército, na capital baiana. Segundo os investigadores, ele teria negociado munições de fuzil, granadas e armas com integrantes do tráfico.
A conexão foi descoberta durante uma investigação sobre o narcotráfico. Em abril, policiais apreenderam celulares em um imóvel usado para armazenar e preparar drogas em Itapuã. Nas conversas encontradas em um dos aparelhos, os investigadores identificaram negociações atribuídas ao militar.
De acordo com a Polícia Civil, somente para um dos grupos criminosos, o cabo teria negociado cerca de mil munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62. Também há registros de conversas sobre granadas, mas a quantidade que teria sido desviada ainda não foi identificada.
A principal suspeita é de que parte do material tenha sido retirada durante treinamentos militares. Munições e granadas que deveriam retornar ao paiol após os exercícios podem ter sido desviadas, enquanto registros de estoque teriam sido alterados para esconder possíveis diferenças.
O cabo já estava preso antes da operação que levou 33 suspeitos de integrar a organização criminosa para a cadeia. Segundo o Exército, ele está preso preventivamente em uma investigação relacionada ao desaparecimento de coletes balísticos.
A defesa de Deivison nega as acusações e afirma que pretende trabalhar pela revogação das prisões. A investigação continua para identificar a origem de todo o material e verificar se outros militares ou pessoas participaram do suposto esquema.










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