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CBF menospreza e usa Vitória como laboratório para validar arbitragem medíocre do país

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

O Campeonato Brasileiro da Série A chega mais cedo a milhões de casas espalhadas por todo o país. O maior campeonato nacional se inicia nesta quarta-feira (28). No entanto, o que seria expectativa de um novo espetáculo, com remodeladas promessas dentro das quatro linhas, põe um passo em falso ao torcedor quanto à isonomia da competição, gerando angústia antes mesmo da bola rolar.


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou o árbitro Ramon Abatti Abel como peça central para comandar a estreia do Esporte Clube Vitória no Brasileirão — contra o Remo, clube do norte do país recém-chegado à Série A. Bastassem as teorias e incômodos de favorecimento a equipes do eixo, a entidade máxima do futebol agora escancara usar times mais acima do mapa como laboratório para seus medíocres acessórios de uma pseudojustiça dentro dos campos.


Este mesmo Abatti, que vivia uma espécie de exílio esportivo, atuando nos Emirados Árabes Unidos, longe dos holofotes após punição no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que o afastou do apito por um curto hiato de apenas 40 dias.



Dependesse apenas da CBF, o profissional que comandou um dos maiores vexames de arbitragem brasileira nessa década — decisões polêmicas no clássico Choque-Rei pelo Brasileirão de 2025 — se esconderia na Série B do Campeonato Brasileiro até a poeira baixar. Os erros grotescos e a paciência popular esgotada fizeram as denúncias retirarem Ramon Abatti Abel de cena.


O "apiteiro" retorna, sem explicações ou comprovações de que suas capacidades técnicas serão suficientes para ser a referência da justiça desportiva dentro das quatro linhas no mais alto nível do futebol nacional. Ele retorna para conduzir a partida de estreia entre um clube nordestino e um nortista. Qual a mensagem a entidade máxima do futebol quer passar ao público com tal decisão? Há margem para subentender interpretações de desprezo aos envolvidos no confronto do dia 28 de janeiro, no Manoel Barradas, o Barradão.


Visto que as incoerências de arbitragem são recorrentes no cenário brasileiro, o pavio para 2026 estará ainda mais curto para os amantes do esporte bretão. As inúmeras promessas para melhorar o espetáculo, propostas pelo presidente Samir Xaud, caem por terra já na primeira rodada de uma das competições mais importantes do futebol. A mediocridade da nossa arbitragem ganha um prêmio de consolação, e tudo isso às custas do Esporte Clube Vitória.



No fim, não é erro: é escolha — e, mais uma vez, um clube de fora do eixo paga a conta de uma entidade que confunde gestão com improviso.

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