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Delegado é acusado de usar carro apreendido e trocar placa durante fiscalização

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

O delegado da Polícia Civil Odilson Pereira Silva foi preso em flagrante em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, suspeito de usar uma caminhonete Hilux que havia sido apreendida em uma investigação conduzida pelo próprio delegado.


A situação chamou ainda mais atenção durante uma abordagem realizada pela Corregedoria da Polícia Civil. Segundo a investigação, a Hilux circulava com uma placa que, após consulta ao sistema Sinesp, foi identificada como pertencente a uma Volkswagen Saveiro.


Os policiais abordaram Odilson e, durante a fiscalização, o delegado teria colocado o veículo na garagem de casa e fechado o portão. De acordo com as informações apresentadas à Justiça, foi nesse intervalo que a placa da Hilux teria sido trocada.


Quando os policiais retomaram o acesso ao veículo, a caminhonete estava com outra identificação. A placa que estava anteriormente no carro foi encontrada dentro da própria Hilux.


A defesa apresentou uma versão diferente. Segundo os advogados, a placa teria sido encontrada na rua pela esposa do delegado, que pretendia devolvê-la ao proprietário. A Justiça, porém, considerou essa explicação incompatível com outros elementos da investigação, entre eles depoimentos dos policiais e um vídeo da abordagem.


Carro havia sido apreendido em investigação do próprio delegado


Outro ponto considerado grave pela Justiça foi o fato de a Hilux ter sido apreendida em uma investigação que estava sob responsabilidade do próprio Odilson e, mesmo assim, ter sido utilizada para fins pessoais e familiares.


Além da suspeita de adulteração de sinal identificador de veículo, o delegado é investigado por fraude processual e peculato.


A Justiça decidiu manter a prisão preventiva, considerando que a liberdade do delegado poderia representar risco para o andamento da investigação. A decisão cita, entre outros pontos, o possível acesso privilegiado de Odilson a sistemas e procedimentos policiais.


O caso continua sendo investigado e a responsabilidade pelos crimes ainda será definida pela Justiça.

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