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Justiça Eleitoral aponta compra de votos e mantém cassação de gestores

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

A Justiça Eleitoral da Bahia manteve a cassação dos mandatos do prefeito e da vice-prefeita de Contendas do Sincorá, no sudoeste do estado. Ueliton Valdir Palmeira Souza, conhecido como Didi, e Érica Oliveira, ambos do Avante, são investigados por suspeita de compra de votos nas eleições de 2024.


A decisão foi confirmada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), conforme publicação no Diário da Justiça Eletrônico nesta quarta-feira (1º). Além da perda dos mandatos, os dois foram declarados inelegíveis por oito anos e também receberam multa.


De acordo com as investigações, o esquema envolvia pagamento direto a eleitores, com valores entre R$ 500 e R$ 2 mil, além da oferta de benefícios como cestas básicas, contas de água e energia e até botijões de gás em troca de votos.


As apurações também apontam o uso de transferências via PIX para viabilizar os pagamentos. A filha do prefeito teria atuado como intermediária, recebendo eleitores e realizando as transações financeiras.


O caso ganhou ainda mais relevância porque a chapa venceu a eleição por uma diferença de apenas 58 votos. A Justiça considerou as irregularidades graves e determinou, além da cassação, multa de R$ 10 mil para o prefeito e sua filha.


Apesar da decisão, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso não haja nova contestação, o processo será transitado em julgado e novas eleições deverão ser convocadas no município.


Em nota, o prefeito afirmou ter recebido a decisão com surpresa e negou as acusações, defendendo a legalidade de sua campanha e confiança na reversão do caso.

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