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Magistrada investigada por venda de sentenças recebeu R$ 104 mil em abril

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 6 horas
  • 1 min de leitura

A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, afastada do Tribunal de Justiça da Bahia desde abril de 2024 por suspeita de participação em um esquema de venda de sentenças, recebeu cerca de R$ 1,3 milhão em salários durante o período, segundo informações divulgadas pelo jornal Estadão.


De acordo com a publicação, a magistrada teve média mensal de R$ 54,3 mil em pagamentos nos últimos 24 meses. Apenas em abril deste ano, mês em que se tornou ré no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ela recebeu R$ 104 mil líquidos. Em 2025, os pagamentos já somam R$ 664 mil.


Maria do Socorro é investigada no âmbito da Operação Faroeste, que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo venda de decisões judiciais e disputas de terras no oeste baiano. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a desembargadora integraria o núcleo principal do esquema, com suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


As investigações apontam ainda que a magistrada teria simulado empréstimos com familiares, no valor de R$ 480 mil, para esconder pagamentos de propina feitos pelo empresário Adailton Maturino, também réu no processo.


A defesa da desembargadora nega as acusações e afirma que não há provas concretas de irregularidades. Os advogados sustentam que o conjunto de provas apresentado pela acusação não comprova participação da magistrada em crimes investigados na Operação Faroeste.

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