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Motorista diz que passou mal antes de acidente na Rodoviária de Itambé; vídeo dele pedindo desculpas circula

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O motorista do ônibus envolvido no acidente na rodoviária de Itambé, no sudoeste da Bahia, se apresentou à polícia e afirmou que sofreu um mal-estar antes da colisão. Segundo ele, Abel Ferreira de Souza, houve confusão entre os pedais do freio e do acelerador.


De acordo com a polícia, o motorista relatou que “as vistas escureceram” no momento em que retornou ao veículo, que acabou avançando e atingindo quatro pessoas. Ele também justificou a fuga do local alegando medo de linchamento.


O caso deixou duas mulheres mortas: a estudante Daniele Jheniffer Ramos Santana, de 20 anos, e Janete Silva Oliveira, de 51. Além disso, dois irmãos — Danildo e Danilson Ramos Santana — ficaram gravemente feridos e precisaram amputar as duas pernas. Eles seguem internados no Hospital Geral de Vitória da Conquista.


Nas redes sociais, o motorista se manifestou pedindo desculpas aos familiares das vítimas e dando sua versão dos fatos. “Sou Abel, motorista que, infelizmente, se envolveu no trágico acidente ocorrido ontem, em Itambé. Venho, por meio desta, expressar meu mais profundo pesar e pedir sinceras desculpas aos familiares das vítimas, ciente de que nenhuma palavra será capaz de amenizar essa dor irreparável”, começou.


“No momento do ocorrido, parei o veículo e solicitei que os passageiros se afastassem, pois precisava encostar o ônibus. Ao me sentar no banco do motorista para realizar a manobra, senti uma forte tontura e minha visão escureceu. Quando recobrei a percepção, o acidente já havia acontecido. Não sei precisar se o mal-estar foi causado pelo cansaço acumulado das jornadas de trabalho ou por algum problema de saúde”, reforçou.


Segundo o delegado Márcio Alan Assunção, o motorista havia parado o ônibus e descido para reclamar com pessoas que aguardavam no local. Ao retornar, o veículo avançou.


A empresa Rota Transportes informou que o ônibus passou por perícia e não apresentou falhas mecânicas. Ainda conforme a análise, não houve problema nos freios e foi identificado um acionamento indevido do acelerador.


O caso é investigado como homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, mas a Polícia Civil apura se houve intencionalidade.

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