MP-BA vai apurar circunstâncias de operação da PM com 12 mortes em Cajazeiras
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) vai investigar as mortes de 12 pessoas encontradas após uma operação da Polícia Militar no bairro de Cajazeiras XI, em Salvador. A ação aconteceu no dia 15 de setembro e foi conduzida pelo Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATAMO).
O procedimento busca esclarecer as circunstâncias das mortes e verificar se houve abuso policial, execução ou uso excessivo da força durante a atuação das equipes. O Ministério Público também pretende analisar os disparos efetuados pelos policiais, identificar os agentes envolvidos e verificar se o local do confronto e as evidências foram preservados para a realização das perícias.
Operação terminou inicialmente com nove mortos
Segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, as equipes realizavam uma intensificação do policiamento na região quando encontraram homens armados. Ainda de acordo com a corporação, os suspeitos atiraram contra os policiais e fugiram para uma área de mata.
Ao final da ocorrência, nove homens foram encontrados feridos e encaminhados ao Hospital Eládio Lasserre, mas não resistiram. Um homem também foi preso.
Na operação, foram apreendidos quatro fuzis, uma carabina calibre 9 mm, uma espingarda calibre 12 automática, pistolas, munições, drogas, celulares e uma placa de colete balístico.
Outros três corpos foram encontrados dias depois
Oito dias após a operação, em 23 de setembro, três corpos foram encontrados em uma área de mata na região de Cajazeiras. As localizações aconteceram nas proximidades do local onde havia ocorrido o confronto, elevando para 12 o número de mortos relacionados à ocorrência.
Os nove homens mortos durante a operação inicial já haviam sido identificados. Entre eles estava William Couto Neves, apontado pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) como principal alvo da ação e suspeito de integrar uma organização criminosa.
Com a abertura do procedimento, o MP-BA passa a acompanhar a apuração para verificar se a atuação policial respeitou os limites legais. Caso sejam identificadas irregularidades ou crimes, poderão ser adotadas medidas criminais e administrativas.










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