Operação Iceberg investiga rede que teria movimentado R$ 10 milhões em tráfico

A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira (24), a Operação Iceberg, contra uma rede investigada por comercializar drogas para consumidores de alto poder aquisitivo. As ações aconteceram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, além de uma unidade prisional em Sergipe.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava redes sociais para anunciar os entorpecentes, mantinha uma estrutura de fornecedores e distribuidores e teria movimentado quase R$ 10 milhões. A polícia também apura o uso de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e veículos registrados em nome de outras pessoas.
Quem são os investigados e quais funções são atribuídas a eles
Erick Castro Gusmão Seixas: apontado como principal alvo da operação e responsável pela comercialização das drogas, principalmente por meio das redes sociais.
Theo Macedo e Dantas: apontado como um dos principais fornecedores do grupo. A investigação identificou movimentação financeira de R$ 621.489,73.
Luan Costa da Silva: suspeito de distribuir grandes quantidades de drogas no interior da Bahia, com atuação destacada em Santo Antônio de Jesus, além de participar da logística de transporte.
Marco Antonio Cavalcanti: apontado como distribuidor regional em Vitória da Conquista. Segundo a investigação, também orientava sobre métodos para embalar drogas e dificultar a identificação do odor.
Laisa Franca Lacerda: investigada por ceder uma residência para o armazenamento e a retirada de entorpecentes. Ela teria movimentado mais de R$ 180 mil.
Matheus Ribeiro Mello do Nascimento: apontado como comprador que passou a atuar na revenda de drogas, com possíveis fontes de abastecimento no Paraguai.
Marcelo Botelho Reis: suspeito de comprar drogas para revenda. Ele foi preso em flagrante com uma arma e teria movimentado mais de R$ 46 mil com Erick.
Tyago de Assis Conceição: apontado como fornecedor de drogas. Ele já estava preso no sistema prisional de Sergipe, onde o mandado foi cumprido.
Guilherme Rodrigues de Oliveira: sócio da empresa Gold Auto Peças, apontada como possível fachada para movimentações financeiras. A investigação identificou movimentação de R$ 281.715,40, mas não havia, até então, vínculo direto comprovado com a venda de drogas.
Luccius Magno Fernandes Neiva Gomes: investigado por suposta lavagem de dinheiro utilizando a empresa Grupo Thor.
Camila Ingrid Dourado Bezerra: namorada de Luccius. Foi presa em flagrante após a polícia encontrar drogas em uma residência.
Robson Siqueira Reis: teve um mandado de prisão cumprido durante a operação.
A investigação aponta que os entorpecentes eram divulgados com nomes como ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA. Os pedidos seriam feitos por mensagens privadas nas redes sociais, com entregas em locais combinados e embalagens padronizadas.
Durante a operação, foram apreendidos oito carros e uma motocicleta, avaliados em mais de R$ 1,1 milhão pela tabela Fipe, além de drogas, arma, celulares e documentos.










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