PM investigada por morte de Léo Lanche ganha liberdade
A soldado da Polícia Militar da Bahia Valdilene Nonato Santos França teve a liberdade concedida por decisão judicial no dia 2 de outubro. Ela é investigada pela morte do comerciante Leonardo Gil Lima, baleado na cabeça durante uma ação policial em Salvador, em 23 de julho. A informação foi divulgada pela Polícia Militar nesta segunda-feira (12).
Valdilene estava presa desde 4 de agosto. Com a decisão, ela deverá cumprir medidas cautelares, entre elas a suspensão do exercício da função pública por 180 dias, a proibição de contato com testemunhas e familiares da vítima e a restrição de acesso à localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, onde o comerciante foi baleado.
Inquérito foi enviado ao Ministério Público
A Polícia Civil informou que o inquérito conduzido pela 1ª Delegacia de Homicídios (DH/Atlântico) foi encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) em 29 de setembro, com o indiciamento da policial por homicídio.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias da morte. Paralelamente, a Polícia Militar apura possíveis responsabilidades disciplinares dos agentes envolvidos na ocorrência.
Família contestou versão de confronto
Leonardo Gil Lima foi baleado em 23 de julho, na Rua Lessa Ribeiro, em São Cristóvão. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Na ocasião, a Polícia Militar informou que equipes faziam patrulhamento na região quando teriam sido recebidas a tiros por homens armados. Segundo a corporação, os policiais revidaram e, depois da ocorrência, o comerciante foi encontrado baleado.
Familiares e testemunhas, porém, contestaram essa versão. Eles afirmaram que Leonardo havia acabado de chegar do trabalho e foi atingido em frente à própria casa, sem que houvesse confronto no local.
A morte provocou protestos de familiares e moradores, que cobraram justiça. Durante as manifestações, um ônibus foi incendiado e o transporte público chegou a ser suspenso no bairro.
Após o caso, a PM informou que afastou os agentes envolvidos das atividades operacionais e abriu um procedimento administrativo. As imagens das câmeras corporais foram encaminhadas para análise da Polícia Civil e da Corregedoria da corporação.
A concessão da liberdade não encerra a investigação nem representa uma decisão definitiva sobre a responsabilidade criminal da policial.










Comentários