Psicoterapeuta investigado convenceu paciente a transferir R$ 345 mil
- Luana Campos
- 27 de mai.
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O psicoterapeuta Jordan Campos, que possui mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, é investigado pelo Ministério Público da Bahia por suspeitas de estelionato, violação sexual mediante fraude e assédio contra pacientes e alunas em Salvador.
Segundo as investigações, uma das vítimas teria sido convencida pelo terapeuta a transferir R$ 345 mil após revelar detalhes da vida financeira durante sessões de terapia.
De acordo com o Ministério Público, Jordan Campos teria sugerido investimentos no próprio consultório depois de descobrir a condição financeira da paciente. A mulher chegou a se mudar para Salvador para trabalhar no local, mas afirma que foi afastada da gestão e teve os acessos bloqueados. O investigado também teria se recusado a devolver o dinheiro.
Para o MP-BA, há indícios de estelionato com uso de confiança, manipulação psicológica e obtenção de vantagem financeira ilícita.
Além do caso financeiro, outras mulheres relataram abusos sexuais e assédio moral. Uma ex-paciente contou ter sido manipulada psicologicamente e convencida a viajar do Rio Grande do Sul para a Bahia, onde teria sofrido atos sexuais sem consentimento.
Outras duas mulheres, ex-alunas e ex-funcionárias do psicoterapeuta, denunciaram coerção psicológica, assédio sexual e ambiente de trabalho abusivo.
O Ministério Público afirma que o investigado utilizava a posição de autoridade profissional, a notoriedade nas redes sociais e informações íntimas das pacientes para manipular mulheres em situação de vulnerabilidade emocional.
A “Operação Catarse” cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e no escritório do investigado, nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores.
A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 960 mil em bens, a quebra dos sigilos informático e telemático e a suspensão das atividades profissionais ligadas à psicoterapia, cursos, palestras e mentorias.
Em nota, Jordan Campos negou as acusações, afirmou ser inocente e disse que vai colaborar com a Justiça.










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