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Justiça afasta PMs após denúncia de homofobia no Carnaval

  • Foto do escritor: Luana Campos
    Luana Campos
  • há 15 horas
  • 1 min de leitura

Quatro policiais militares foram afastados cautelarmente após denúncia de agressões físicas e insultos homofóbicos durante o Carnaval de Salvador, no último sábado (14), no Morro do Gato, circuito Dodô (Barra-Ondina). As vítimas são um soldado da PM que estava de folga, o marido dele, o professor João Cruz, e um amigo do casal, também policial militar.


Segundo relato das vítimas, a confusão começou após ofensas homofóbicas feitas por um folião enquanto o casal dançava atrás do trio do Papazoni. Durante a discussão, equipes da guarnição 1007 do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (Patamo) teriam chegado ao local com truculência. João Cruz afirma ter sido atingido com golpes de cassetete nas costas e no tórax. O amigo do casal sofreu ferimentos no rosto, passou por cirurgia no Hospital Geral do Estado (HGE) e segue internado.


O soldado que estava de folga foi preso sob acusação de desrespeito a superior, crime previsto no artigo 160 do Código Penal Militar, e liberado na terça-feira (17).


O caso é investigado pela 7ª Delegacia Territorial (Rio Vermelho) e pela Corregedoria da PM. A Justiça determinou a abertura de investigação para apurar possíveis excessos e o afastamento dos quatro policiais envolvidos — o soldado detido e outros três militares das patrulhas 1425 e Patamo 1007.


Em nota, a Polícia Militar informou que interveio para conter uma briga generalizada e que um dos envolvidos, já ferido, se identificou como policial. A corporação afirmou que todos os fatos serão rigorosamente apurados e reiterou que não compactua com condutas discriminatórias.

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