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Quatro condenações: capitão da PM acumula penas superiores a 50 anos

Foto do escritor: Luana Campos
Luana Campos
há 21 horas
2 min de leitura

O capitão da Polícia Militar da Bahia Fabrício Carlos Santiago dos Santos foi condenado a mais 18 anos e quatro meses de prisão por corrupção passiva e peculato. A decisão foi proferida na quinta-feira (8) pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.


Com a nova sentença, o policial soma penas de 50 anos, 10 meses e dois dias de prisão em quatro ações penais. Ele está preso preventivamente desde janeiro de 2025.


Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o capitão recebeu mais de R$ 100 mil em vantagens indevidas para direcionar policiais militares e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália, no extremo sul do estado.


Na época dos fatos, Fabrício comandava a 4ª Companhia da Polícia Militar do município. As investigações também apontaram que ele repassava informações antecipadas sobre fiscalizações no estabelecimento.


De acordo com o MP-BA, foram identificadas 74 transferências bancárias, que totalizaram R$ 102.013,72. O capitão também teria desviado policiais, viaturas e outros recursos públicos para prestar serviços de segurança privada.


O caso foi investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul), do Ministério Público.


Outras três condenações


A condenação mais recente se soma a outras três sentenças relacionadas ao uso da função pública para obter vantagens indevidas.


Em junho deste ano, o capitão foi condenado a 21 anos, um mês e 27 dias de prisão. Nesse processo, segundo as investigações, ele recebeu vantagens indevidas para direcionar policiais e viaturas à segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde, também em Santa Cruz Cabrália.


Em setembro de 2025, outra decisão estabeleceu uma pena de cinco anos, um mês e 27 dias de prisão por corrupção passiva.


A primeira condenação ocorreu em maio de 2025, quando o policial recebeu uma pena de seis anos, dois meses e oito dias de prisão. Nesse caso, a Justiça apontou que ele utilizou a influência do cargo para interferir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrar vantagens indevidas.


As quatro condenações foram proferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador. Segundo o MP-BA, os processos envolvem diferentes episódios de corrupção, incluindo a liberação irregular de veículos, vantagens relacionadas a eventos e o uso de recursos públicos para atender interesses particulares.


Até a publicação da reportagem original, não havia informações sobre eventual apresentação de recursos contra as decisões judiciais.

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